segunda-feira, 17 de setembro de 2012

14 de julho. Casa da Dai e do Renato. Botafogo. Seis da tarde. Sala.

De repente a célula explode. Daí a pouco o elemento é engolido por outro, que o exige pela força de chamar, de atrair. Daí que o elemento se choca em outro, no meio da garganta. E aí vem o processo, o processamento. E me queimo no sol e queimo meus pulmões. E me lavo e me renovo. Meu corpo é constituído de bolas de sinuca.
Os corpos se esbarram e se destroem ao serem atraídos por outros. O corpo devastado resta no espaço e no caminho de outro. O corpo se destina ao fogo, ao pó, ao encontro, ao choque. 
A vida morre no corpo e ele dança sem sentido no espaço. A vida morre no corpo e ele dança sem ar.
Nem dentro nem fora. O corpo.
A barba macia e áspera. Nada se soma a nada, mas talvez haja um instante. Em que s pelos, duros, entram pelos poros do outro, ávidos. Antes do afastamento, da órbita das palavras, há (houve o momento em que os rios confluíram para os rios de outros planetas) o momento em que os corpos encontraram a coisa distraidamente. Não se pode dizer se relaxados ou acesos.


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